Ah, meu Deus, o Carnaval finalmente passou, e só agora, para muitos brasileiros, o ano começa. O Carnaval é a pior época do ano, especialmente se você mora no subúrbio. Isso porque é som de carro tocando forró chulo, é Bruno e Marrone na casa da frente, o clube da esquina com um show ao vivo de uma banda de swingueira, enfim, a vontade de festejar, beber, fazer sexo e principalmente a falta de educação tomam conta de todos. Eu bem que gostaria de poder escapar disso, mas não posso. Nosso país não é tão ruim assim de viver, mas se houvessem menos feriados e menos falta de educação, seria quase um paraíso.

Bem, mas isso é só um sonho… Assim como esperar que eu deixasse o vício do Big Brother… Mas peraí, eu deixei essa droga! Eu deixei! Então se eu deixei o Big Brother, os brasileiros podem ser mais educados. É o que eu acho…

Ouvi há anos atrás um apresentador de televisão daqui do Ceará dizer que se houvessem menos feriados se faria menos festas e mais trabalho. Eu concordo, mas como brasileiro, eu adoro feriado, é uma característica minha como filho desta nação. Ou não? Será que é apenas uma influência coletiva que quer me convencer que por ser brasileiro eu sou preguiçoso. Não, eu não acredito nisso! Eu acredito que o Brasil tem um povo trabalhador, mas que precisa de disciplina e organização, é isso.

“Haverá um dia em que todos voltarão a ser felizes. Será o dia em que: GENUINO será algo verdadeiro; GENRO apenas o marido da filha; FREUD voltará a ser só o criador da Psicanálise; LORENZETTI será só uma marca de chuveiro; GREENGALGH voltará a ser um almirante que participou de nossa história; Dirceu, Palloci, Delúbio, Silvio Pereira, Berzoini, Gedimar, Valdebran, Bargas, Expedito Veloso, Gushiken, etc, serão simples presidiários e LULA APENAS UM FRUTO DO MAR.”

Autor Anônimo

Festas de Aniversário Modernas

Publicado: setembro 25, 2009 em Amenidades

Olha, se tem uma coisa com a qual eu fico revoltado são com essas festas de aniversário que acontecem atualmente. O aniversariante te convida para a comemoração, que é numa churrascaria, pizzaria ou outros estabelecimento gastronômico. Ao fim da festa, cada convidado tem que pagar o que consumiu… Putz! Isso me enche de raiva!

Onde estão as típicas festas onde você leva um presente e se empanturra de comida e bebida na casa do aniversariante? Se você não quer gastar ou não pode dar um aniversário descente, então não convide ninguém, ora bolas! Faça uma comemoração entre os membros da sua família e os amigos e vizinhos mais próximos, que já está de bom tamanho!

Nosso jobiniano ManecocôÉ isso mesmo pessoal, mais uma novela do Maneco, Viver a Vida, aquele típico eterno romance carioca onde ninguém é probre e todos se vestem com caras roupas casuais como se estivessem vivendo ao ritmo de uma bossa nova jobiniana. Porque precisam fazer outra novela igual à Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas e Páginas da Vida? Porque precisam fazer outra repetição, se sabemos que vamos ter sempre uma Helena, vamos ter sempre José Mayer como galã e que os personagens vão morar no Leblon, hein? É por essas coisas que estou deixando de assistir TV aberta…

Nossos amigos globais estão com tanta criatividade… Até mesmo Caminho das Índias, que eu esperava estar à altura de O Clone, decepecionou, descambando para um drama romântico barato.

De toda maneira, fizeram uma “simulação” de como será a abertura da novela, abaixo. Huahuahuahuahua!!!

Os Cosplay Cafes do Japão

Publicado: setembro 1, 2009 em Curiosidades

Já havia visto um café desses num anime, mas não sabia que eram comuns no Japão. Pois é, lá no pais do Sol Nascente é comum existirem bares e cafés onde lindas japonesas de caracterizam com roupas de empregada levemente sensuais, ao estilo lolita. A cada dia eu tenho mais certeza que o Japão é um antro de pervertidos…

Consegui o texto abaixo em uma comunidade do Orkut, e não tenho como comprovar se é mesmo de Ariano Suassuna, mas de qualquer maneira, o texto trás uma discussão bastante interessante.

***

‘Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!’. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, de todas bandas do gênero). As outras são ‘gaia’, ‘cabaré’, e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.

Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá:

Calcinha no chão (Caviar com Rapadura),

Zé Priquito (Duquinha),

Fiel à putaria (Felipão Forró Moral),

Chefe do puteiro (Aviões do forró),

Mulher roleira (Saia Rodada),

Mulher roleira a resposta (Forró Real),

Chico Rola (Bonde do Forró),

Banho de língua (Solteirões do Forró),

Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal),

Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada),

Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca),

Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró),

Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró).

Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.

Porém o culpado desta ‘desculhambação’ não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de ‘forró’, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.

Aqui o que se autodenomina ‘forró estilizado’ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem ‘rapariga na platéia’, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é: ‘É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!’, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

Ariano Suassuna

Observação:
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhado uma música da Banda Calypso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de ‘forró’, e Ariano exclamou: ‘Eita que é pior do que eu pensava’. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.

A partida de ontem entre Brasil x Estados Unidos mostra o que a maioria dos torcedores já vem notando há muito tempo: a Seleção Brasileira se tornou indolente. Sim, indolente, pois os jogadores não tem mais aquela vontade de jogar que víamos nas copas de 94 e 2002. Isso me fez pensar se a culpa é do técnico ou dos jogadores, mas o mais provável é que seja de ambos. Do técnico porque não sabe como colocar espírito e disciplina no time, e dos jogadores porque para eles tanto faz se o Brasil ganha ou perde, pois continuam ganhando milhões jogando em seus clubes na Europa e andando em seus caríssimos carros luxo.